terça-feira, 16 de agosto de 2016

Varíola: uma das doenças mais mortais num canaril.

Não se sabe com exatidão quais são os animais que transmitem esta doença aos nossos canários. É uma questão de insetos que se alimentam de sangue, como os mosquitos, mas os ratos também podem ser. O vírus pode igualmente ser veiculado pelo ar. O que é certo é que o vírus só penetra no corpo da ave, por uma ferida, picadela de mosquito, bicadas dadas durante a muda, etc. Por estas razões a varíola aparece sobretudo: Durante a muda porque as aves estão fatigadas e as partes do corpo desnudadas são um terreno favorável às feridas cutâneas, por onde penetra o vírus. Em todos os canaris em geral aonde as aves tem uma resistência menor por causas várias: fadiga, má nutrição, aves já doentes ou infestadas.A grande maioria dos agentes responsáveis pelas doenças quer sejam micróbios ou vírus, são específicos da espécie que eles contaminam. Isto quer dizer que o vírus que origina uma doença num animal só é perigoso para os animais da mesma espécie. Um exemplo: Os cães podem ter hepatites virais, mas se injetar a um homem o vírus responsável pela hepatite do cão, a doença não se desenvolvera no homem. Isto contraria as pessoas que crêem que o contacto de animais com eles ou filhos, pode ser contagioso de doenças que estes portem com exceção da psitacose. Esta barreira não é só entre animais e o homem, mas ela existe também entre animais de espécies diferentes, assim existem: a varíola do pombo (borreliota columbae) B.C.; a varíola da galinha (borreliota avium) B.A.; a varíola do canário (borreliota fringilidae) B.F.; Se injetar em um canário o vírus da varíola do pombo a doença grave não terá lugar no canário. Mas, é aqui aparece o conceito de portadores sãos, o canário guardará durante um certo tempo o vírus do pombo e se ele for posto um contacto com os pombos ele poderá transmitir o do vírus que ele porta e contaminar os pombos. É o que se chama um portador são. São geralmente estes portadores sãos que propagam as doenças contagiosas pois eles não são atingidos.Assim para toda a ave nova introduzida num canaril, deve-se pôr o problema da quarentena. A quarentena consiste em isolar as aves adquiridas num local diferente do local de criação e com um material que não estará mais em contacto com o do canaril normal. Depois de se ter tratado das aves em quarentena deve-se desinfectar as mãos com álcool a 90° antes de ocupar do seu próprio canaril. Para os canários esta quarentena pode-se limitar a um mês. Se a utilidade da quarentena não é discutível porque ela é válida para todas as doenças, não há duvida que o melhor meio de prevenção das epidemias da varíola é a vacinação.Uma vacina é constituída por vírus ou micróbios, que sejam mortos, quer sejam de virulência atenuada, quer sejam não virulentas (os vírus ou micróbios da vacina são os mesmos da doença contra a qual se vacina). A vacina antivariólica que se utiliza para os canários contém o vírus da varíola do canário de virulência atenuada por 400 passagens sobre culturas de tecidos: fibroblastos de galinha. Esta vacina protege durante um ano. O que é importante do ponto de vista prático é que as vacinas são totalmente inofensivas, Mas elas dão origem nos organismos as mesmas reações que oferecia a doença grave. Por outro lado, uma ave atacada de varíola não torna grave ou atenuada, e tendo conseguido debelara doença sem necessidade de vacinação fica imunizada para sempre. Por fim uma ave vacinada não apresenta nenhum perigo se ela é introduzida num canaril aonde os animais não estão vacinados, pelo contrário. A varíola manifesta-se de duas maneiras: Forma aguda Forma crónica A forma aguda pode-se manifestar de duas maneiras: A forma cutânea: aparecem botões ou pústulas à volta dos olhos, na comissura do bico, patas. Estas pústulas contém um líquido purulento contendo os micróbios.À volta do olho estas pústulas podem supurar dando origem a uma conjuntivite e conseqüente perda da visão. A forma diftérica a forma mais grave. Não aparecem lesões cutâneas, mas lesões internas. No caso do autor destas linhas, a varíola que atingiu os canários localizou-se ao nível do pulmão. As aves em 24 horas morrem. Um macho canta hoje e no dia seguinte aparece abrindo e fechando o bico, cuspindo e engasgando-se com grande dificuldade de respiração, embola e à tarde está morto. O diagnóstico desta mortalidade relativamente rápido não se pode fazer a não ser por autópsia, e só muito dificilmente se pode fazer pela observação de pústulas no interior do bico e da garganta das aves. A única forma de salvação mesmo em canaril atingido é a vacinação.A vacina é condicionada em pequenos frascos com uma dose para 50 canários mas ela dá para 100 ou mesmo 150 canários. Como proceder: - Quando recebera vacina até a sua utilização deve ser guardada no frigorífico a uma temperatura de + 4° C. Quando se deve vacinar:- Conheço criadores que vacinam as aves no ninho, eu mesmo já pratiquei, creio no entanto, que os filhotes até aos 60 dias estão naturalmente imunizados. O fabricante da vacina aconselha na idade de 3 meses. Em Portugal eu vacino no princípio de setembro, fim da muda dos canários. No Brasil devem ser vacinados Março Abril. Tanto os jovens como os adultos devem ser vacinados. Não devem ser vacinados as aves que não estão em forma ou doentes, e vacinar no prazo mínimo de um mês antes de juntar para reprodução, os canários. Durante 8 dias antes de vacinar, adiciona-se diariamente vitaminas na água de bebida. No dia da vacinação é difícil de operar sozinho, deve-se pedir a ajuda de um amigo para segurar os canários. Para preparar a vacina mistura-se os dois frascos: um contém pó (vírus liofilizado), e o outro o solvente: vira-se o liquido no frasco que contém o pó, agita-se ate que o pó fique muito bem solvido no liquido. Para vacinar utiliza-se agulhas intra-cranianas, com 5/10° de milímetro de diâmetro e 16 milímetros de comprimento.Como se vacina? Segura-se o canário de ventre para cima (pernas para cima), abre-se a asa do canário, estendendo-a, sopra-se ficando a descoberto a membrana alar. Molha-se a agulha na vacina, pica-se a membrana perpendicularmente, tendo o cuidado de não tocar as penas, para que a mini-gota não fique nas penas, não picando evidentemente nenhum osso ou músculo. A operação deve ser repetida uma segunda vez num ponto diferente da primeira picadela. Chama-se esta operação dupla transfixação da membrana alar. Para melhor facilidade de reconhecer se a vacina "pegou" vacinar na mesma asa todas as aves. Nos 3 dias a seguir à vacinação, juntar na água de bebida vitaminas mais sulfamidas. Do 4° ao oitavo dia, juntar só vitaminas na água de bebida. Ao fim dos 8 dias deve-se observar se a reação à vacina foi positiva: há então a presença de pequenos botões rosados avermelhados no local das picadelas. Se não houver reação a vacina, deve-se considerar três hipóteses: vacinação malfeita (vacina retida nas penas); vacinação não formada, canário refratário à vacina (raro); canário já atingido de varíola.Para os dois primeiros casos, tornara fazer uma vacinação até um resultado positivo. O que se deve fazer em caso de varíola num canaril Isolar imediatamente os sujeitos atingidos. Não encontrei nenhum tratamento curativo Devem morrer. Vacinar imediatamente as aves que aparecem sãos, mudando de agulha ou esterilizando (álcool 90°, ou água fervente entre cada ave). Mas atenção: a vacina é um preventivo, não é curativo. No entanto cheguei a conclusão que a única cura em sujeito em principio de contaminação é a própria vacina. Depois da epidemia as aves que sobreviveram, ficarão imunizadas contra a doença mas o vírus está presente por todo o lado, gaiolas, material, canaril. O vírus pode ficar ainda uns três meses no local, ou mais. Deve-se procedera desinfecção do canaril e utensílios. Ferver formol no local fechado: faz-se ferver formol à razão de 20mL/m3 do local. Atenção, o vapor de formol é altamente tóxico. Ao fim de 24 horas abrir portas e janelas, cuidado ao entrar no canaril, não respirar, deixar estes uns dias a perder o odor. A varíola, flagelo atual dos canaricultores, pode-se resolver rapidamente nos próximos anos se cada criador quiser tomar as suas precauções e gastar algum pouquíssimo dinheiro na vacina. Mas mais do que isso, o sossego a tranquilidade com que se fica sabendo-se que as aves estão protegidas contra esta doença. Sei em o que se passou com amigos e comigo mesmo, por isso vacinem para nunca saberem o que é este flagelo tão na moda. Todos os nossos esforços juntos vencerão esta tão odiosa doença.

Por Carlos Moya Nunes da Silva 

sábado, 19 de setembro de 2015

FORMAÇÃO DE UMA NOVA LINHAGEM DE PÁSSAROS CANOROS ATRAVÉS DA CONSANGUINIDADE, OBJECTIVANDO "PERFORMANCE" - Luiz Antonio Taddei 

CanariosMarques




O bom resultado está subordinado ao ponto de partida.Estando a criação de nossos pássaros nativos dominada e conhecida, vamos iniciar a Formação de uma Nova Linhagem de Pássaros Nativos Canoros, tendo como foco principal suas qualidades canoras quer seja a Extensão do Canto ou a Determinação na Manutenção do Canto (Fibra), cujo resultado final poderá ser aferido na sua “Performance” em exibições nos torneios de pássaros nativos como são atualmente estabelecidos, ou simples “show” de apresentação. Evidentemente que tal projeto pode ser seguido a quem vise melhorar ou fixar a cor, o porte, o volume, a cabeça, o bico, etc. de sua espécie de pássaro. O importante é o estabelecimento dos objetivos e a determinação da vontade na consecução desses objetivos. Infelizmente não conhecemos nenhum trabalho no gênero, no Brasil, que contemple nossos pássaros nativos e os que vemos são traduções de trabalhos bem elaborados, porém, em língua estrangeira que tem como foco o canário, dito “do Reino”, cuja seleção compreende outros objetivos e já se estende por mais de 300 anos. Atualmente, mesmo nos melhores pássaros, existem caracteres que mesmo presentes no seu patrimônio hereditário, não podem ou essas boas qualidades não são transmitidos aos filhos, ou por serem, esses pássaros, heterozigotos (impuros) ou por serem recessivos se apresentam dominados por outros caracteres. Nem mesmo o fato de ser um campeão, vencedor de muitos torneios, o qualifica como Reprodutor. Tendo sido produto de acasalamentos “abertos” (mesmo que bom x bom) seu patrimônio genético é impuro mesmo para aquelas qualidades que, por pura obra do acaso, fazem dele um campeão. Levado à reprodução poderá gerar filhos de todos os tipos. Sendo este um estudo pioneiro, poderá sofrer correções, adaptações e mudanças ao longo do tempo, tendo em vista os resultados, com certeza positivos, que passaremos a obter a partir desta publicação. A partir de agora seremos mais que criadores: Seremos Selecionadores. Vamos formar o nosso Raçador e o nosso PlantelNo entendimento das leis de Mendel, o pai da genética, é fácil constatar que um reprodutor que possua caracteres dominantes em dose dupla, ou Homozigoze, os transmitirá, obrigatoriamente a seus descendentes. Se um Reprodutor for homozigoto ele produzirá apenas os genes que nós selecionamos e seu descendente que recebe esse gene dominante exteriorizará apenas o efeito desse gene. O ponto inicial, portanto, é a formação de um Reprodutor Homozigótico, aquele cujo zigoto é formado por gametas que conduzem os mesmos genes, portadores de um mesmo caracter.  “Genética é o ramo da biologia que estuda a transmissão das características físicas e biológicas de uma geração para a seguinte”. “Não se pode precisar se as qualidades que buscamos em nossos pássaros canoros nativos (canto, extensão de canto, fibra, etc) são transmitidas por um só gene ou por um conjunto ou combinação de genes” (Paulo Flecha – ornitólogo e pesquisador da fauna alada brasileira) A esse fenômeno genético, dá-se o nome deepistasia, ou seja saber se determinado caracter é transmitido por um gene ou uma combinação de genes. Neste caso, a prática de cruzamentos consangüíneos em linha direta, aumentam as probabilidades da sua repetição. 

Glossário Básico  

O Processo de Seleção. Os métodos de reprodução são diversos (consangüinidade, seleção, cruzamento, mestiçagem, hibridação) mas vamos nos ater à Seleção por Consangüinidade em Linha Direta, pratica comumente utilizada na apuração ou aperfeiçoamento de todos os animais criados pelo homem. “A consangüinidade não é prejudicial; pelo contrário, transmite conserva e melhora caracteres que se deseja conservar nos descendentes” (Cornevin). Se acasalamos um pássaro excepcional com uma de suas filhas as chances de produzir pássaros semelhantes ao reprodutor é muito maior pois esta sua filha (agora matriz 1) já possui metade (50%) de seus cromossomos, tornando mais fácil a reconstituição do patrimônio genético original. No próximo cruzamento, com a matriz 2, maiores serão as chances por esta matriz já possuir 3/4 (75%) do patrimônio. E assim, sucessivamente. 

O estabelecimento de Critérios IniciaisO estabelecimento da Formação de Uma Nova Linhagem, implica, em uma primeira fase, na eleição dos Fundadores desta nova linhagem com as qualidades que entendemos como sendo as ideais para os indivíduos dessa nossa nova linhagem que estamos nos preparando a formar.Então vamos às 

Regras Básicas: 

1 – Saúde : básica para qualquer que sejam nossos objetivos de qualidades;

2 – Integridade física :  Os fundadores deverão ser férteis, íntegros, sãos. Sem penas defeituosas, bico torto, asas caídas, pés tortos, etc...(não devem ser considerados os defeitos adquiridos por acidentes);

3 - Seleção rigorosa do Fundador com Excepcionais qualidades de canto (repetição) ou fibra;

4 – Vivacidade, Disposição, Alegria, Constância, etc.

5 – Nas Fêmeas Iniciais, além das qualidades acima (onde seja possível enquadra-las) devem ser avaliadas a capacidade de produção (número de ovos por ninhada) e qualidades maternas (choco, alimentação dos filhotes, etc.)

6 – O Macho Inicial deverá ser o melhor que se possa adquirir. Algumas coisas poderão ser melhoradas durante o processo de seleção, mas o plantel será basicamente cópia desse Macho Inicial.

7 – Evite um número muito grande de fêmeas. Importante considerar o tempo disponível.

8 – É indispensável uma seleção rigorosa dos produtos obtidos com a eliminação drástica dos que apresentarem defeitos, taras, doenças, etc. (mesmo que consideradas “menores”) Lembre-se: Defeitos também são transmitidos por via hereditária.

9 – Ter semprepresente o Objetivo a ser atingido. Não espere sucessos imediatos.

10 – A Formação de uma Nova Linhagem de Alta Performance exige Paciência e Perseverança. Os resultados compensarão o tempo despendido com a apresentação de um plantel onde a totalidade ou grande maioria apresentam as mesmas características.

11 – Tenha sempre presente seu Livro de Registro Genealógico. Todos os passos devem ser registrados.

12 – Após o terceiro cruzamento, os avanços são aparentemente pequenos, caso tenha dúvidas, não se acanhe em pedir ajuda a um amigo ou criador dotado de notória competência e sensibilidade, para ajuda-lo a selecionar os pássaros que continuarão no processo de  formação do Reprodutor.

13 – É importante estabelecer o limite de “chocadas” para cada fêmea. Um número ótimo seria 3 por temporada. A partir daí a mãe pode estar enfraquecida pelo desgaste e fadiga e  poderá produzir filhos fracos. É de se considerar também que esses filhotes (fêmeas), nascidas no início da temporada, poderão estar aptas à procriação na temporada seguinte. Nosso objetivo é Formar uma Linhagem e não obter um número ilimitado de filhotes.

14 – Todos os criadores já observaram que em ninhadas de 3 ou 4 filhotes, quase sempre encontra-se um que cresce mais rapidamente. Identifique esse filhote. Ainda existem fatores que não conseguimos traduzir ou encontrar explicações e esse privilegiado poderá ser o nosso “diferencial”. A primeira seleção começa no ninho.15 – O Selecionador que tenha dúvidas de suas qualidades como criador, deverá buscar sua capacitação e atualização junto a outros consagrados criadores e especialmente ser assessorado por um veterinário competente. De nada adiantará todo um trabalho de seleção se não acompanhado por igual cuidados sanitários, alimentares e de higiene.   “Somente com a consangüinidade é possível obterem-se linhagens de alta genealogia, que produzem a cada ano campeões e raçadores e o melhoramento é crescente no tempo”."A consangüinidade não é nada mais que um meio para se fazer evidenciar os caracteres – positivos e negativos – na posse de um determinado patrimônio hereditário de um indivíduo”                                                      

Giorgio  di  Baseggio renomado selecionador decanários de cor e autor dediversos trabalhos sobreseleção de pássaros. 

O programaEstabelecido o Macho Inicial ou Macho Fundador, deverá ser acasalado com pelo menos 3 (três) Fêmeas Iniciais. Então teremos:

FORMAÇÃO DE UMA NOVA LINHAGEM DE PÁSSAROS CANOROS ATRAVÉS DA CONSANGUINIDADE, OBJECTIVANDO "PERFORMANCE" - Luiz Antonio Taddei 



O bom resultado está subordinado ao ponto de partida.Estando a criação de nossos pássaros nativos dominada e conhecida, vamos iniciar a Formação de uma Nova Linhagem de Pássaros Nativos Canoros, tendo como foco principal suas qualidades canoras quer seja a Extensão do Canto ou a Determinação na Manutenção do Canto (Fibra), cujo resultado final poderá ser aferido na sua “Performance” em exibições nos torneios de pássaros nativos como são atualmente estabelecidos, ou simples “show” de apresentação. Evidentemente que tal projeto pode ser seguido a quem vise melhorar ou fixar a cor, o porte, o volume, a cabeça, o bico, etc. de sua espécie de pássaro. O importante é o estabelecimento dos objetivos e a determinação da vontade na consecução desses objetivos. Infelizmente não conhecemos nenhum trabalho no gênero, no Brasil, que contemple nossos pássaros nativos e os que vemos são traduções de trabalhos bem elaborados, porém, em língua estrangeira que tem como foco o canário, dito “do Reino”, cuja seleção compreende outros objetivos e já se estende por mais de 300 anos. Atualmente, mesmo nos melhores pássaros, existem caracteres que mesmo presentes no seu patrimônio hereditário, não podem ou essas boas qualidades não são transmitidos aos filhos, ou por serem, esses pássaros, heterozigotos (impuros) ou por serem recessivos se apresentam dominados por outros caracteres. Nem mesmo o fato de ser um campeão, vencedor de muitos torneios, o qualifica como Reprodutor. Tendo sido produto de acasalamentos “abertos” (mesmo que bom x bom) seu patrimônio genético é impuro mesmo para aquelas qualidades que, por pura obra do acaso, fazem dele um campeão. Levado à reprodução poderá gerar filhos de todos os tipos. Sendo este um estudo pioneiro, poderá sofrer correções, adaptações e mudanças ao longo do tempo, tendo em vista os resultados, com certeza positivos, que passaremos a obter a partir desta publicação. A partir de agora seremos mais que criadores: Seremos Selecionadores. Vamos formar o nosso Raçador e o nosso PlantelNo entendimento das leis de Mendel, o pai da genética, é fácil constatar que um reprodutor que possua caracteres dominantes em dose dupla, ou Homozigoze, os transmitirá, obrigatoriamente a seus descendentes. Se um Reprodutor for homozigoto ele produzirá apenas os genes que nós selecionamos e seu descendente que recebe esse gene dominante exteriorizará apenas o efeito desse gene. O ponto inicial, portanto, é a formação de um Reprodutor Homozigótico, aquele cujo zigoto é formado por gametas que conduzem os mesmos genes, portadores de um mesmo caracter.  “Genética é o ramo da biologia que estuda a transmissão das características físicas e biológicas de uma geração para a seguinte”. “Não se pode precisar se as qualidades que buscamos em nossos pássaros canoros nativos (canto, extensão de canto, fibra, etc) são transmitidas por um só gene ou por um conjunto ou combinação de genes” (Paulo Flecha – ornitólogo e pesquisador da fauna alada brasileira) A esse fenômeno genético, dá-se o nome deepistasia, ou seja saber se determinado caracter é transmitido por um gene ou uma combinação de genes. Neste caso, a prática de cruzamentos consangüíneos em linha direta, aumentam as probabilidades da sua repetição. 

Glossário Básico  

O Processo de Seleção. Os métodos de reprodução são diversos (consangüinidade, seleção, cruzamento, mestiçagem, hibridação) mas vamos nos ater à Seleção por Consangüinidade em Linha Direta, pratica comumente utilizada na apuração ou aperfeiçoamento de todos os animais criados pelo homem. “A consangüinidade não é prejudicial; pelo contrário, transmite conserva e melhora caracteres que se deseja conservar nos descendentes” (Cornevin). Se acasalamos um pássaro excepcional com uma de suas filhas as chances de produzir pássaros semelhantes ao reprodutor é muito maior pois esta sua filha (agora matriz 1) já possui metade (50%) de seus cromossomos, tornando mais fácil a reconstituição do patrimônio genético original. No próximo cruzamento, com a matriz 2, maiores serão as chances por esta matriz já possuir 3/4 (75%) do patrimônio. E assim, sucessivamente. 

O estabelecimento de Critérios IniciaisO estabelecimento da Formação de Uma Nova Linhagem, implica, em uma primeira fase, na eleição dos Fundadores desta nova linhagem com as qualidades que entendemos como sendo as ideais para os indivíduos dessa nossa nova linhagem que estamos nos preparando a formar.Então vamos às 

Regras Básicas: 

1 – Saúde : básica para qualquer que sejam nossos objetivos de qualidades;

2 – Integridade física :  Os fundadores deverão ser férteis, íntegros, sãos. Sem penas defeituosas, bico torto, asas caídas, pés tortos, etc...(não devem ser considerados os defeitos adquiridos por acidentes);

3 - Seleção rigorosa do Fundador com Excepcionais qualidades de canto (repetição) ou fibra;

4 – Vivacidade, Disposição, Alegria, Constância, etc.

5 – Nas Fêmeas Iniciais, além das qualidades acima (onde seja possível enquadra-las) devem ser avaliadas a capacidade de produção (número de ovos por ninhada) e qualidades maternas (choco, alimentação dos filhotes, etc.)

6 – O Macho Inicial deverá ser o melhor que se possa adquirir. Algumas coisas poderão ser melhoradas durante o processo de seleção, mas o plantel será basicamente cópia desse Macho Inicial.

7 – Evite um número muito grande de fêmeas. Importante considerar o tempo disponível.

8 – É indispensável uma seleção rigorosa dos produtos obtidos com a eliminação drástica dos que apresentarem defeitos, taras, doenças, etc. (mesmo que consideradas “menores”) Lembre-se: Defeitos também são transmitidos por via hereditária.

9 – Ter semprepresente o Objetivo a ser atingido. Não espere sucessos imediatos.

10 – A Formação de uma Nova Linhagem de Alta Performance exige Paciência e Perseverança. Os resultados compensarão o tempo despendido com a apresentação de um plantel onde a totalidade ou grande maioria apresentam as mesmas características.

11 – Tenha sempre presente seu Livro de Registro Genealógico. Todos os passos devem ser registrados.

12 – Após o terceiro cruzamento, os avanços são aparentemente pequenos, caso tenha dúvidas, não se acanhe em pedir ajuda a um amigo ou criador dotado de notória competência e sensibilidade, para ajuda-lo a selecionar os pássaros que continuarão no processo de  formação do Reprodutor.

13 – É importante estabelecer o limite de “chocadas” para cada fêmea. Um número ótimo seria 3 por temporada. A partir daí a mãe pode estar enfraquecida pelo desgaste e fadiga e  poderá produzir filhos fracos. É de se considerar também que esses filhotes (fêmeas), nascidas no início da temporada, poderão estar aptas à procriação na temporada seguinte. Nosso objetivo é Formar uma Linhagem e não obter um número ilimitado de filhotes.

14 – Todos os criadores já observaram que em ninhadas de 3 ou 4 filhotes, quase sempre encontra-se um que cresce mais rapidamente. Identifique esse filhote. Ainda existem fatores que não conseguimos traduzir ou encontrar explicações e esse privilegiado poderá ser o nosso “diferencial”. A primeira seleção começa no ninho.15 – O Selecionador que tenha dúvidas de suas qualidades como criador, deverá buscar sua capacitação e atualização junto a outros consagrados criadores e especialmente ser assessorado por um veterinário competente. De nada adiantará todo um trabalho de seleção se não acompanhado por igual cuidados sanitários, alimentares e de higiene.   “Somente com a consangüinidade é possível obterem-se linhagens de alta genealogia, que produzem a cada ano campeões e raçadores e o melhoramento é crescente no tempo”."A consangüinidade não é nada mais que um meio para se fazer evidenciar os caracteres – positivos e negativos – na posse de um determinado patrimônio hereditário de um indivíduo”                                                      

Giorgio  di  Baseggio renomado selecionador decanários de cor e autor dediversos trabalhos sobreseleção de pássaros. 

O programaEstabelecido o Macho Inicial ou Macho Fundador, deverá ser acasalado com pelo menos 3 (três) Fêmeas Iniciais. Então teremos:

Primeiro CruzamentoMacho Inicial  x  Fêmea Inicial  = F1 = 1/2

Sangue ou ainda 50% dos genes do Macho e  50% dos genes da Fêmea.


Segundo Cruzamento
Macho Inicial  x  Fêmea F1 = F2 = 3/4
Sangue ou ainda 75% dos genes do Macho e 25% dos genes da Fêmea.

Terceiro Cruzamento

Macho Inicial  x  Fêmea F2 = F3 =  7/8
Sangue ou ainda 87,5% dos genes do Macho e 12,5% dos genes da Fêmea.

Quarto Cruzamento
Macho Inicial  x  Fêmea F3 = F4 =  15/16
Sangue ou ainda 93,75% dos genes do Macho e 6,25% dos genes da Fêmea.

Quinto Cruzamento
Macho Inicial  x  Fêmea F4 = F5 =  31/32
Sangue ou ainda 96,875% dos genes do Macho e 3,125% dos genes da Fêmea.  

Esquema de Cruzamento Absorvente

Considerações

1 - No Quinto Cruzamento, o produto 31/32 de sangue do Macho Inicial, já é considerado puro por cruza. Praticamente Homozigótico, é o Reprodutor que queremos para a Formação de nosso Plantel .

2 – Até esse cruzamento é considerado seguro ou com pequenos riscos.

3 – Pode ser tentado mais um cruzamento, ou seja, o Sexto Cruzamento desta Linha Direta, o F6= 63/64 de sangue do Macho Inicial, porém deve ser considerado se compensa:  a)    um aumento de possibilidade de  riscos (diminuição de tamanho, saúde, taras, etc.);b)    ganho de apenas mais 1,5625% a mais de sangue do Macho Inicial.

Nota-1: alguns autores entendem que o produto F4, que detém 15/16 de sangue do Macho Inicial já é considerado Puro por Cruza, enquanto que outros entendem ser o F6 (63/64 de sangue do Macho Inicial), outros vão muito além e exigem um F10 (1023/1024).

Nota-2:Muito embora esse esquema e programa tenha privilegiado o macho, pode também ser feito a partir da Fêmea, porém mais difícil (um macho pode fertilizar várias fêmeas por temporada) e de maior risco (entre dois filhos – irmãos de ninho – haverá um longo tempo de espera de definições para eleger qual dos irmãos será o padreador) e no caso da perda súbita da fêmea ou à sua inaptidão temporária para a procriação o programa estará paralisado.

Nota-3:Não cometa o erro de vender os melhores pássaros. Vendidos os melhores interrompe-se o processo. Mantenha no plantel sempre os melhores: Você está em processo de Formação de uma Nova Linhagem.

Nota-4: “O poder do “Raçador” é transmissível apenas naquelas qualidades e características concernentes à dominância” Stéphane Vansteelant – fonte revista Brasil Ornitológico

Nota-5: “Os genes variam de tamanho, desde algumas centenas até dois milhões de pares de bases de ADN; são os responsáveis pela transmissão dos caracteres hereditários, como a cor dos olhos, tipo de pêlo, orelhas, temperamento, canto, displasias, etc. Na realidade, os genes são a entidade funcional da informação”.(José Carlos Pereira–Passarinheiro e pesquisador-Cruzeiro-SP) Parabéns! Até aqui você trabalhou num programa que objetivou a obtenção doMacho. A partir de agora ele passa a chamar-se Reprodutor. Será praticamente um clone do Macho Inicial que graças a homozigose será de "linhagem pura" para os caracteres selecionados, ou seja, conseguirá passar suas excepcionais qualidades nos futuros cruzamentos. Esse Raçador será o “Chefe do Plantel”. Por Raçador entende-se o pássaro nascido de acasalamentos previamente estabelecidos e cuidadosamente selecionado, que acumula valores raciais dominantes para determinados caracteres, capaz de transmitir e imprimir suas excelentes características a seus filhos.Mas, quais serão esses futuros cruzamentos que manterão a qualidade e a homogeneidade do plantel???No processo de formação deste Reprodutor, estaremos formando também um excelente plantel. Analisemos:

1 – Por que 3 (três) Fêmeas Iniciais ???

a)    Porque com pelo menos 3 fêmeas teremos condições de conseguirmos pelo menos 4 Fêmeas F1; o ideal, para segurança de execução do programa.

b)     Após conseguidas as 4 (quatro) Fêmeas F1, as Fêmeas Iniciais poderão ser descartadas, ou conduzidas para outro programa, pois as F1 já passam a fazer parte de nosso programa de seleção;

c)     Os machos F1, podem ser descartados ou utilizados em outro programa.

2 – Após a obtenção de pelo menos 4 (quatro) Fêmeas F2, as fêmeas F1 serão destinadas temporariamente para outro programa pois elas serão utilizadas para a produção do produto 5/8 (para a obtenção deste produto, poderá ser utilizado um dos primeiros machos F1, desde que tenha demonstrado excepcionais qualidades). Obs.: Estudos em bovinos, comprovam que o produto que tenha 5/8 de sangue do Reprodutor Inicial, conseguem manter a homogeneidade de tipo e de qualidades. Ex.: Santa Gertrudes (5/8 Shorton + 3/8 Nelore); Pitangueiras (5/8 Red Polled + 3/8 Guzerá); Brangus( 5/8 Aberdeen + 3/8 Nelore); Canchim (5/8 Charolês + 3/8 Nelore); etc.

3 - Como formar o 5/8???O melhor Macho F2 (3/4) cruzado com a melhor Fêmea F1 (1/2) ou vice versa = 3/4 + 2/4 = 5/8

4 – Após conseguida a reprodução de  pelo menos 4 fêmeas F3, os produtos F2 não utilizados na formação do 5/8 poderão ser descartados destinadas a outro programa.

5 – A partir do momento da obtenção do produto F3, o criador deverá redobrar a atenção e avaliação, pois todos os produtos já estarão ou deverão estar muito acima da média. A partir da obtenção do F2, poderá ser observado a semelhança entre os indivíduos. O curioso é que eventualmente os machos F2 (3/4) podem ser inferiores ou praticamente iguais aos F1 (1/2), tal fato explica-se pelo choque de sangue do cruzamento inicial, porém os F3, começarão a apresentar a homogeneidade no Genótipo.

6 – A partir da obtenção de 4 (quatro) fêmeas F4, as fêmeas F1 e F2, estarão praticamente descartadas ou destinadas a outro programa.

7 – Se, nesta etapa, por fatalidade, faltar o Macho Inicial, um de seus filhos F4 (o de melhor desempenho dentro da ótica de nosso objetivo) que já é 15/16 ou ainda detentor de 93,75% de sangue do Macho Inicial, poderá substituí-lo. Não cruzando com sua irmã de ninho, mas com as fêmeas 5/8, cujo produto será 20/24 ou 83,33% de sangue do Macho Inicial.

8 – Devem ser evitados os cruzamentos entre irmãos próprios F1 ou F2. 9 – Sobre a possibilidade e resultados do cruzamento do F5 de uma seleção com outro F5 de outra seleção não aparentado, transcrevemos:

“De outro modo o autor tem constatado que se acasalando duas aves, ambas criadas em consangüinidade, porém provenientes de dois criadouros diferentes, nos filhos explode a vitalidade, a fertilidade, o vigor em altos níveis. Isto, sempre, se não existirem genes incompatíveis entre a duas cepas consangüíneas. A mencionada explosão de vitalidade é devida essencialmente ao fato de que as duas aves provenham ambas de linhagens selecionadas em consangüinidade há anos, nos quais muitas taras hereditárias e muitos defeitos (esterilidade, plumagem disforme, posições erradas etc.) foram sendo descartadas, sem piedade” . Giorgio de Baseggio - Bolonha, julho 1987  criador de canários de cor 24 anos de estudos sobre a consangüinidade - transcrito de AO - Atualidades Ornitológicas 
Primeiro CruzamentoMacho Inicial  x  Fêmea Inicial  = F1 = 1/2
Sangue ou ainda 50% dos genes do Macho e  50% dos genes da Fêmea.


Segundo Cruzamento
Macho Inicial  x  Fêmea F1 = F2 = 3/4
Sangue ou ainda 75% dos genes do Macho e 25% dos genes da Fêmea.

Terceiro Cruzamento
Macho Inicial  x  Fêmea F2 = F3 =  7/8
Sangue ou ainda 87,5% dos genes do Macho e 12,5% dos genes da Fêmea.

Quarto Cruzamento
Macho Inicial  x  Fêmea F3 = F4 =  15/16
Sangue ou ainda 93,75% dos genes do Macho e 6,25% dos genes da Fêmea.

Quinto Cruzamento
Macho Inicial  x  Fêmea F4 = F5 =  31/32
Sangue ou ainda 96,875% dos genes do Macho e 3,125% dos genes da Fêmea.  

Esquema de Cruzamento Absorvente

Considerações

1 - No Quinto Cruzamento, o produto 31/32 de sangue do Macho Inicial, já é considerado puro por cruza. Praticamente Homozigótico, é o Reprodutor que queremos para a Formação de nosso Plantel .

2 – Até esse cruzamento é considerado seguro ou com pequenos riscos.

3 – Pode ser tentado mais um cruzamento, ou seja, o Sexto Cruzamento desta Linha Direta, o F6= 63/64 de sangue do Macho Inicial, porém deve ser considerado se compensa:  a)    um aumento de possibilidade de  riscos (diminuição de tamanho, saúde, taras, etc.);b)    ganho de apenas mais 1,5625% a mais de sangue do Macho Inicial.

Nota-1: alguns autores entendem que o produto F4, que detém 15/16 de sangue do Macho Inicial já é considerado Puro por Cruza, enquanto que outros entendem ser o F6 (63/64 de sangue do Macho Inicial), outros vão muito além e exigem um F10 (1023/1024).

Nota-2:Muito embora esse esquema e programa tenha privilegiado o macho, pode também ser feito a partir da Fêmea, porém mais difícil (um macho pode fertilizar várias fêmeas por temporada) e de maior risco (entre dois filhos – irmãos de ninho – haverá um longo tempo de espera de definições para eleger qual dos irmãos será o padreador) e no caso da perda súbita da fêmea ou à sua inaptidão temporária para a procriação o programa estará paralisado.

Nota-3:Não cometa o erro de vender os melhores pássaros. Vendidos os melhores interrompe-se o processo. Mantenha no plantel sempre os melhores: Você está em processo de Formação de uma Nova Linhagem.

Nota-4: “O poder do “Raçador” é transmissível apenas naquelas qualidades e características concernentes à dominância” Stéphane Vansteelant – fonte revista Brasil Ornitológico

Nota-5: “Os genes variam de tamanho, desde algumas centenas até dois milhões de pares de bases de ADN; são os responsáveis pela transmissão dos caracteres hereditários, como a cor dos olhos, tipo de pêlo, orelhas, temperamento, canto, displasias, etc. Na realidade, os genes são a entidade funcional da informação”.(José Carlos Pereira–Passarinheiro e pesquisador-Cruzeiro-SP) Parabéns! Até aqui você trabalhou num programa que objetivou a obtenção doMacho. A partir de agora ele passa a chamar-se Reprodutor. Será praticamente um clone do Macho Inicial que graças a homozigose será de "linhagem pura" para os caracteres selecionados, ou seja, conseguirá passar suas excepcionais qualidades nos futuros cruzamentos. Esse Raçador será o “Chefe do Plantel”. Por Raçador entende-se o pássaro nascido de acasalamentos previamente estabelecidos e cuidadosamente selecionado, que acumula valores raciais dominantes para determinados caracteres, capaz de transmitir e imprimir suas excelentes características a seus filhos.Mas, quais serão esses futuros cruzamentos que manterão a qualidade e a homogeneidade do plantel???No processo de formação deste Reprodutor, estaremos formando também um excelente plantel. Analisemos:

1 – Por que 3 (três) Fêmeas Iniciais ???

a)    Porque com pelo menos 3 fêmeas teremos condições de conseguirmos pelo menos 4 Fêmeas F1; o ideal, para segurança de execução do programa.

b)     Após conseguidas as 4 (quatro) Fêmeas F1, as Fêmeas Iniciais poderão ser descartadas, ou conduzidas para outro programa, pois as F1 já passam a fazer parte de nosso programa de seleção;

c)     Os machos F1, podem ser descartados ou utilizados em outro programa.

2 – Após a obtenção de pelo menos 4 (quatro) Fêmeas F2, as fêmeas F1 serão destinadas temporariamente para outro programa pois elas serão utilizadas para a produção do produto 5/8 (para a obtenção deste produto, poderá ser utilizado um dos primeiros machos F1, desde que tenha demonstrado excepcionais qualidades). Obs.: Estudos em bovinos, comprovam que o produto que tenha 5/8 de sangue do Reprodutor Inicial, conseguem manter a homogeneidade de tipo e de qualidades. Ex.: Santa Gertrudes (5/8 Shorton + 3/8 Nelore); Pitangueiras (5/8 Red Polled + 3/8 Guzerá); Brangus( 5/8 Aberdeen + 3/8 Nelore); Canchim (5/8 Charolês + 3/8 Nelore); etc.

3 - Como formar o 5/8???O melhor Macho F2 (3/4) cruzado com a melhor Fêmea F1 (1/2) ou vice versa = 3/4 + 2/4 = 5/8

4 – Após conseguida a reprodução de  pelo menos 4 fêmeas F3, os produtos F2 não utilizados na formação do 5/8 poderão ser descartados destinadas a outro programa.

5 – A partir do momento da obtenção do produto F3, o criador deverá redobrar a atenção e avaliação, pois todos os produtos já estarão ou deverão estar muito acima da média. A partir da obtenção do F2, poderá ser observado a semelhança entre os indivíduos. O curioso é que eventualmente os machos F2 (3/4) podem ser inferiores ou praticamente iguais aos F1 (1/2), tal fato explica-se pelo choque de sangue do cruzamento inicial, porém os F3, começarão a apresentar a homogeneidade no Genótipo.

6 – A partir da obtenção de 4 (quatro) fêmeas F4, as fêmeas F1 e F2, estarão praticamente descartadas ou destinadas a outro programa.

7 – Se, nesta etapa, por fatalidade, faltar o Macho Inicial, um de seus filhos F4 (o de melhor desempenho dentro da ótica de nosso objetivo) que já é 15/16 ou ainda detentor de 93,75% de sangue do Macho Inicial, poderá substituí-lo. Não cruzando com sua irmã de ninho, mas com as fêmeas 5/8, cujo produto será 20/24 ou 83,33% de sangue do Macho Inicial.

8 – Devem ser evitados os cruzamentos entre irmãos próprios F1 ou F2. 9 – Sobre a possibilidade e resultados do cruzamento do F5 de uma seleção com outro F5 de outra seleção não aparentado, transcrevemos:

“De outro modo o autor tem constatado que se acasalando duas aves, ambas criadas em consangüinidade, porém provenientes de dois criadouros diferentes, nos filhos explode a vitalidade, a fertilidade, o vigor em altos níveis. Isto, sempre, se não existirem genes incompatíveis entre a duas cepas consangüíneas. A mencionada explosão de vitalidade é devida essencialmente ao fato de que as duas aves provenham ambas de linhagens selecionadas em consangüinidade há anos, nos quais muitas taras hereditárias e muitos defeitos (esterilidade, plumagem disforme, posições erradas etc.) foram sendo descartadas, sem piedade” . Giorgio de Baseggio - Bolonha, julho 1987  criador de canários de cor 24 anos de estudos sobre a consangüinidade - transcrito de AO - Atualidades Ornitol
ógicas 

domingo, 18 de janeiro de 2015

AMARELO INTENSO - 2º LUGAR
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BRANCO RECESSIVO - 1º LUGAR
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BRANCO RECESSIVO - 2º LUGAR
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AMARELO NEVADO - 3º LUGAR
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EQUIPAS BRANCO RECESSIVO - 1º LUGAR

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sábado, 17 de janeiro de 2015

EXPOSIÇÃO  AVIXIRA




2º LUGAR -AMARELO INT.






                              EXPOSIÇÃO DE CANARIOS   AAP 2014






BRANCOS RECESSIVOS
1º LUGAR IND
2º LUGAR IND

EQUIPAS BRANCO RECESSIVO
1º LUGAR
2º LUGAR

BRANCOS ALBINOS
1º LUGAR

AMARELO INT
2º LUGAR

AMARELO NEV
3º LUGAR









































sexta-feira, 20 de junho de 2014

AS MINHAS NOVAS VOADEIRAS

                                        


                                                VOADEIRAS EM PVC


                                  


A MINHA OPINIÃO EM RELAÇÃO AO GRANULADO NA ALIMENTAÇÃO DAS AVES.

                                           ALIMENTAÇÃO NAS AVES COM GRANULADO



DURANTE ESTES 3 ANOS VENHO TENTANDO PERCEBER SE O GRANULADO PODE SER UTIL NA ALIMENTAÇÃO DAS NOSSAS AVES:
QUANDO TENTAMOS METER ALGO NOVO NA ALIMENTAÇÃO DAS NOSSAS AVES TEM QUE SER UMA COISA GRADUAL,POIS SÓ ASSIM PODEMOS VER SE AS COISAS CORREM BEM NO NOSSO CANARIL.
QUANTAS PESSOAS DIZEM , COMPREI ESTES PASSAROS AQUELE CRIADOR E TAL... E NÃO CRIARAM NADA!UMA BOA CRIAÇÃO REFLETE-SE NA ALIMENTAÇÃO.NÃO QUER DIZER QUE O CRIADOR QUE ADEQUERIRMOS AS AVES ESTAJA  A DAR UMA MÁ ALIMENTAÇAO,MAS OS PASSAROS QUANDO CHEGAM A NOSSA CASA ESTRANHAM UMA ALIMENTAÇÃO DIFERENTE.
NA MINHA CASA SÓ NO SEGUNDO ANO É QUE OS PASSAROS QUE VEM DOUTRO CRIADOR É QUE CRIAM BEM!DEVIDO A TODO ESSE PROCESSO!
TUDO ISTO DEVIDO TAMBÉM Á ENTRODUÇÃO DO GRANULADO NAS AVES.
ESTE ANO JA POSSO TIRAR ALGUMAS CONCLUSÕES!
SEI QUE PARA ALGUNS CRIADORES NÃO É BEM ACEITE,MAS EU FALO POR MIM!
QUE EU CONHEÇA Á VARIOS TIPOS DE GRANULADO,MAS NÃO QUERO ESTAR AQUI A FAZER POBLICIDADE.
NO MEU CASO COMO CRIO BRANCOS E AMARELOS NÃO TENHO PROBLEMA EM DAR QUALQUER TIPO DE GRANULADO,POIS NÃO VAI AFETAR A COR NOS PASSAROS.
ESTE ANO COMECEI NAS CRIAÇÕES A DAR SÓ GRANULADO E PAPA,E O RESULTADO FOI:
-NO 1 AO 5 DIA AS CRIAS NÃO COMESSARAM A DESEMVOLVER COMO É NORMAL NA MINHA CASA,POIS JÁ ESTAVA A ALERTA.
-NESSE PERIODO AS MÃES COMIAM MAIS A PAPA,E EU TINHA QUE AJUDAR COM A SERINGA!
-APARTIR DO 7 DIA PARA A FRENTE ,AS MÃES COMIAM MAIS O GRANULADO.
-TALVEZ SEJA DEVIDO AS CRIAS SEREM MUITO PEQUENAS, AS SEMENTES ERAM MELHORES PARA ELES,DEPOIS AS CRIAS COM 7 DIAS JA NECESSITAVAM UMA ALIMENTAÇAO MAIS RICA EM NUTRIENTES E VITAMNAS.
-AS VEZES TEMOS QUE PERDER ALGUM TEMPO PARA PERCEBER O COMPORTAMENTO DAS AVES!NÃO É SÓ DAR COMER E AGUA.
-AQUILO QUE EU POSSO DIZER É QUE VOU CONTINUAR COM O GRANULADO,POIS AS MINHAS AVES DERAM-SE BEM!
SÓ DOU SEMENTES NO ARRAQUE DAS CRIAÇÕES,DEPOIS TODO O ANO SÓ GRANULADO E PAPAS.
-MUITAS DOEÇAS VEM DAS SEMENTES POR ISSO TEMOS QUE PREVENIR!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

ALIMENTOS COM BOAS PROPRIEDADES PARA AS VOSSAS AVES.

                                                  COCO

Propriedades do coco sem dúvida é o coco é utilizado na reprodução.

 Antifúngico: Coco mata fungos e leveduras que é ideal para infecções fúngicas, como pé de atleta e caspa e como infecções de levedura candidíase.

 Anti-inflamatório: Coco ajuda a matar micro-organismos nocivos intestinais, portanto, é um elemento importante na redução da inflamação.

 Anti-câncer: O coco tem sido recomendado para evitar a disseminação de células cancerosas, bem como para estimular o sistema imunológico.

 Antimicrobiana: O coco tem propriedades antimicrobianas que protegê-lo contra a infecção por bactérias, vírus, leveduras, fungos e parasitas.

 Antiparasitário: Coco pode ajudar a livrar o corpo deles tinha, piolhos e outros parasitas.

 Antiprotozoario: Coco matar parasitas protozoários como giardia.
Melhora a absorção de nutrientes não é tóxico para os seres humanos ou animais e não tem efeitos sobre animais de estimação, a dose recomendada é média (30 gr 1 KG de massa).Verifique com seu veterinário em suas propriedades.
 
 


                                              COUVE-FLOR BRANCA

Couve-flor branca. É a variedade mais comum. Sua cor branca é devido ao que é impedido de entrar os raios do sol e impede o desenvolvimento de clorofila, pigmento natural que dá verduras. Além de couve-flor tem muito menos clorofila que brócolis, o mesmo acontece com o betacarontenos então eu não acho que em Doré, em oposição o brócolis se que dá. É muito rico em vitamina k deixo aqui com vocês um resumo de sua composição.

 Couve-flor é que um alimento rico em vitamina k 100 g. deste vegetal contém 57 ug. Vitamina k.
Este alimento também tem uma elevada quantidade de vitamina c. A quantidade de vitamina C, que tem é 58,77 mg por 100 g.
Entre as propriedades nutricional, couve-flor deve notar que tem os seguintes nutrientes: 0,84 mg. ferro, proteínas g 2,44, 19,26 mg. cálcio, fibra de 2,92 g, 296 mg. de potássio, iodo mg 5.92, 0,32 mg. de zinco, 2,39 g de hidratos de carbono, 15,92 mg. de cálcio, magnésio, sódio 13 mg., 7,01 ug. Vitamina A, 0.09 mg. de vitamina B1, 0.09 mg. de vitamina B2, 1,27 mg. de vitamina B3, 0,60 ug. Vitamina B5, 0,24 mg. de vitamina B6, ug 1.50. Vitamina B7, 72,51 ug. Vitamina B9, 0,21 mg. de vitamina e, 52 mg. de fósforo, 27,52 kcal. calorias, 0.28 g. gordura, 2,05 g. açúcar e 51 mg. de Purina.


 
 
 
                                        Germen de Trigo

O grão do trigo é constituído por três partes principais: endosperma - usado para fabricar farinha de trigo branca/refinada, casca - o que dá a cor escura à farinha de trigo integral e gérmen - embrião do grão posto de parte no fabrico da farinha por razões de conservação.
Todavia, este gérmen é um suplemento extremamente salutar e importante na alimentação e deve ser consumido regularmente, uma vez que é uma excelente fonte de minerais, numerosas enzimas, auxonas e várias vitaminas (em particular E e do grupo B), nomeadamente:
Tiamina (vitamina B1 ou F), riboflavina (vitamina B2 ou G), niacina (vitamina B3 ou PP), ácido pantoténico (vitamina B5),adermina ou piridoxina(vitamina B6),biotina (vitamina B8 ou H),ácido fólico (vitamina B9 ou M),filoquinona (vitamina K),provitaminas A e D, tocoferol (vitamina E),
magnésio, fósforo, potássio, cálcio, manganésio, selénio, cobalto, cobre, ferro e zinco.

Contém também proteínas, fibra (que promove a saúde intestinal, coronária e pode prevenir o peso excessivo) e esteróis vegetais. É uma boa fonte de ácidos gordos não saturados como ómega 3, gordura saudável que pode ajudar a baixar os níveis de colesterol nefasto LDL (lipoproteína de baixa densidade).
Segundo o Dr. E. Schneider* “não podemos prescindir em nenhum caso do gérmen de trigo na nossa alimentação diária, se quisermos evitar lesões e manter-nos saudáveis”.
O gérmen de trigo é benéfico na diabetes, uma vez que a vitamina E reduz os níveis açúcar no sangue e a vitamina B1 tem efeitos semelhantes aos da insulina, normalizando assim o metabolismo dos diabéticos. As auxonas identificadas no gérmen são responsáveis pelo crescimento, multiplicação e regeneração dos tecidos e células que acontece principalmente durante o sono, pelo que o consumo do gérmen é também indicado em casos de doenças nervosas como insónias, esclerose múltipla e esgotamentos. Já o ácido pantoténico é indicado para as enfermidades da pele, como secura, caspa, acne ou eczema, razão pela qual o óleo de gérmen de trigo é muitas vezes utilizado na cosmética comercial e caseira, por exemplo, usado simples para máscaras faciais de prevenção de rugas e hidratação.
Este suplemento preventivo e curativo está disponível em lojas de produtos naturais, ervanárias ou hipermercados e apresenta-se na forma de pequenos flocos crus ou levemente tostados, estes últimos com um leve sabor adocicado a frutos secos. Devem ser consumidos de preferência sem cozinhar e, para além de terem um baixo custo, são bastante versáteis na sua utilização culinária: podem ser adicionados a recheios, panados, sopas, pão, iogurtes, batidos, para polvilhar massas, saladas de fruta e de vegetais, tartes doces ou salgadas, cereais de pequeno-almoço, leites, molhos salgados ou doces, em patês, na pastelaria, etc..

*A Saúde Pelos Alimentos, Ernest Schneider (médico), Publicadora Atlântico, 1977
http://www.centrovegetariano.org/Article-549-G%25E9rmen%2Bde%2Btrigo.HTML

             

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

RESULTADOS DO INTERNACIONAL EM AVIXIRA

2- LUGAR  IND  BRANCO  RECESSIVO
2- LUGAR  EQUIPAS  BRANCO  RECESSIVO
1- LUGAR  BRANCO  ALBINO
1- LUGAR  EQUIPAS  BRANCO  ALBINO
1- LUGAR  AMARELO  INTENSO